3 ANOS DE MUDANÇA – Maranhão vive o maior investimento em pesquisa da história do estado

UemaSul ajudou a ampliar número de bolsas (Divulgação)

Em três anos de gestão, o montante de investimentos em formação técnico-profissional e apoio a projetos científicos no Maranhão já ultrapassa R$ 90 milhões. A criação de programas de estímulo ao aprendizado, novas unidades de ensino superior e o lançamento de editais contemplando, também, a área social estão no conjunto de medidas adotadas pelo Governo do Estado para impulsionar o desenvolvimento.

Por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Fundação de Amparo e Apoio a Pesquisa e Extensão (Fapema), o Governo do Estado possui hoje o maior investimento nessa área, inclusive em relação às agências federais que atuam no Maranhão. São cerca de R$ 30 milhões em recursos anualmente destinados ao financiamento de projetos em áreas de diversos setores das ciências. O Governo do Estado é o maior fomentador de pesquisa e extensão no Maranhão.

“Hoje, no país, temos um cenário que muito nos assusta no que se refere ao corte e à redução dos investimentos em pesquisa científica. O Maranhão vive uma realidade diferente. Com o apoio do governador Flávio Dino, a Fapema dobrou o número de bolsas oferecidas em 2017 e foram abertos editais para que mais estudantes possam realizar o sonho de um mestrado e doutorado fora do Maranhão”, explica o titular da Secti, Davi Telles.

A inovação incentivada pela gestão estadual engloba todos os campos. Inclui a parceria com o Ministério da Saúde em R$ 1,2 milhão para pesquisas voltadas ao desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para o Sistema Único de Saúde (SUS); a Inclusão Produtiva Quilombola, fruto da parceria entre Fapema e Secretaria de Igualdade Racial (Seir), que destinou R$ 550 mil para o desenvolvimento produtivo de comunidades quilombolas do Maranhão, em 2017; e o edital de Seleção de Organizações da Sociedade Civil com R$ 1,5 milhão em projetos selecionados por meio de chamada pública que se proponham a desenvolver atividades econômicas urbanas que valorizem a cultura afro-brasileira.

“Os investimentos em pesquisa fazem parte de uma estratégia prioritária do Governo Flávio Dino que busca garantir os direitos de professores, pesquisadores e graduandos. Com essa gestão focada em políticas públicas que assegurem a igualdade de condições entre as pessoas, o nosso estado tem hoje uma educação profissional baseada na economia, solidariedade e competência que ainda deverá crescer muito”, completa Davi Telles.

Mais incentivos

Por meio do programa Geração Ciência, foram destinados mais de R$ 6 milhões por meio de auxílios e bolsas para professores e estudantes e auxílio para despesas relacionadas ao desenvolvimento de projetos que colaborem para o estímulo à pesquisa na Educação Básica e no Ensino Médio.

Outro projeto importante é o edital Juventude com Ciência, que contribui para a formação de estudantes vinculados a instituições da rede pública ou privada sem fins lucrativos, por meio da mobilidade acadêmica, para desenvolvimento de projetos de caráter interventivo e melhoria dos indicadores sociais do Maranhão. Foram destinados R$ 200 mil.

Cooperação Internacional, Estágio Nacional e Estágio Internacional

Por meio do edital de Cooperação Internacional, o Governo do Maranhão apoia projetos de pesquisa a partir de intercâmbio de pesquisadores doutores, residentes e vinculados às instituições de ensino e pesquisa públicas no Maranhão com grupos de instituições fora do Brasil. Os recursos totais do edital são da ordem de R$ 400 mil.

Outro edital que beneficiou maranhenses foi o de Estágio Internacional, que apoia a realização de estágios e intercâmbios multilaterais de curta duração (30 a 90 dias) de estudantes de graduação, mestrado e doutorado. O apoio é para despesas com passagens para o deslocamento, bolsas e seguro-saúde.

Para quem não precisa sair do Brasil a fim de continuar as pesquisas, o Governo do Estado abriu o Edital de Estágio Nacional, que apoia a realização de estágios de curta duração de estudantes de graduação, mestrado e doutorado com um total de R$ 300 mil.

Por meio do Comuni, a gestão estadual apoia centenas de projetos de extensão desenvolvidos nos municípios do Maranhão com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os recursos correspondem a R$ 600 mil.

Uema Sul

A descentralização da pesquisa vem sendo um dos objetivos do Governo do Maranhão. Com a criação da Uema Sul, por exemplo, houve um aumento das bolsas de pesquisa oferecidas por meio do Estado. Antes eram oferecidas 39 bolsas de pesquisa e agora são 96. Outra mudança foi o pagamento de 13 bolsas de tutoria para alunos, 10 bolsas de pesquisa do Mais IDH e de 24 bolsas de pesquisa de monitoria.

“A criação da Uema Sul veio acompanhada de um grande investimento e incentivo ao ensino superior na Região Tocantina. A importância se reflete na melhoria da qualidade do ensino, pesquisa e extensão, além do planejamento da expansão da universidade, promovendo maior acesso da sociedade ao ensino superior e contribuindo para o desenvolvimento regional”, destaca a reitora da Uema Sul, Elizabeth Nunes Fernandes.

A instituição, criada pelo governador Flávio Dino há um ano, tem 2.341 alunos, distribuídos em 17 cursos de graduação nos Campi de Imperatriz e Açailândia.